MULHERES
Para falar sobre a epidemia da Aids é preciso considerar as necessidades da população, como alimentação, educação e saúde. Incentivar a todos que lutem por seus direitos e pela melhoria da qualidade de vida é fundamental. A vivência com HIV e Aids aumenta as dificuldades e os preconceitos. Por isso é importante o acesso à informação.
Recados
Para as mulheres: a fidelidade não impede o risco de infecção pelo HIV.
Para os homens: o HIV não é transmitido somente por homossexuais e prostitutas. na verdade, estes grupos são os que mais têm aceito a prevenção e o uso da camisinha.
Para os homens e as mulheres: é preciso conversar com seu(sua) namorado(a), marido(esposa), companheiro(a) ou amante sobre a Aids. Só assim será possível falar sobre o uso da camisinha.
ATENÇÃO: As pessoas soropositivas devem acompanhar as possibilidades de tratamento e conversar com o seu médico. Isto pode atrasar ou evitar o aparecimento de doenças. Denunciar a falta de atendimento, de leitos e medicamentos é fundamental.
A solidariedade com as pessoas vivendo com HIV e Aids é importante para que elas continuem a viver. Isto ajuda a reduzir os preconceitos e as discriminações. A cura da Aids ainda não existe, mas com a ajuda de um profissional é possível ter uma boa qualidade de vida. Aids tem tratamento.
Assim pega... Assim não pega
O vírus da Aids, o HIV, não é transmitido por mosquitos, copos, talheres, vaso sanitário ou no contato social - tocando na pessoa, abraçando ou conversando. Também não é transmitida pelo ar, já que não é contagioso como a tuberculose ou a catapora.
As relações sexuais são a principal via de transmissão do HIV. Assim, é importante evitar o contato com sangue, esperma e secreções vaginais contaminados.
O ideal seria procurar formas de prazer com seu parceiro ou parceira que não ofereçam riscos.
Além do HIV, existem várias Doenças Sexualmente Transmissíveis, como a sífilis e a gonorréia. São chamadas DSTs e para elas é preciso tomar o mesmo cuidado que se tem com a Aids.
Se você tem alguma DST, a possibilidade do vírus da Aids entrar no seu sangue é maior. As relações sexuais com pessoas soropositivas ( que vivem com o HIV no sangue) devem ser sempre com camisinha.
Use camisinha
Nas relações sexuais com penetração, use camisinha. Elas são distribuídas gratuitamente nos postos de saúde e nas Organizações Não Governamentais que trabalham na prevenção ao HIV e Aids.
Apesar de já existir a camisinha feminina, ela ainda não é vendida no Brasil, além de ser mais cara do que a camisinha masculina.
O uso da camisinha também pode ajudar a evitar a gravidez. Isto é muito importante para os casais que não querem ter filhos e para mulheres que não querem engravidar.
As mulheres que usam outras formas para evitar filhos, como pílulas, DIU, tabelinha, coito interrompido (gozar fora) também correm riscos em relação ao HIV.
As cirurgias como a ligadura de trompas ou a retirada do útero impedem a gravidez, mas não a transmissão das DSTs e do HIV. Em caso de transfusão de sangue, cuidado. Ainda não há controle no Brasil. Certifique-se que o sangue foi testado para HIV.
No caso das mulheres que já estão na menopausa - quando não têm mais as regras - não há risco de engravidar, mas continua havendo a possibilidade de transmissão de DSTs e do HIV.
Um toque
Nos dias das regras da mulher o risco da transmissão do HIV, caso ela seja soropositiva, é maior.
O DIU pode provocar infecções nos órgãos reprodutivos, sendo necessário o acompanhamento médico. Por isto não é indicado para as mulheres com HIV.
As mulheres soropositivas que querem engravidar devem ter a preocupação com o risco de transmissão do HIV para o seu parceiro ou a sua própria recontaminação, se o parceiro for soropositivo.
As mulheres com HIV que estão grávidas devem conversar com um ginecologista e/ou com um médico que trabalhe com a questão da Aids, pois existe o risco da transmissão do HIV da mãe para a criança na gestação, durante o parto ou através da amamentação. Após a orientação médica adequada, as mulheres devem decidir sobre a continuação da gravidez.
O Ministério da Saúde orienta que as mulheres soropositivas não devem amamentar.
volta para o início